Promotoria usa durante júri maquetes de prédio onde Isabella morreu
TALITA BEDINELI
da Folha de S.Paulo
FERNANDA PEREIRA NEVES
da Folha Online
O promotor Francisco Cembranelli utilizou duas vezes, nesta terça-feira, as maquetes do edifício London, localizado na norte de São Paulo, onde Isabella Nardoni morreu em março de 2008. As miniaturas foram usadas durante o depoimento da delegada Renata Helena Silva Pontes, neste segundo dia de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá --acusados pela morte da menina-- no fórum de Santana.
As maquetes foram feitas especialmente para o julgamento, a pedido da acusação. Uma delas, que mostra o apartamento onde moravam os acusados, foi utilizada para que a delegada mostrasse o local das marcas de sangue encontradas no quarto dos filhos de Alexandre e Anna Carolina, local de onde Isabella foi jogada.
A segunda maquete, que mostra a parte externa do prédio, foi usada por Cembranelli para mostrar detalhes sobre o sistema de segurança do local. A eventual falta de segurança do prédio já foi abordada diversas vezes pela defesa dos acusados como forma de justificar a existência de uma terceira pessoa no local do crime, hipótese negada pela acusação.
Também no depoimento prestado hoje, a delegada afirmou ter levado 18 horas para concluir o boletim de ocorrência sobre a morte de Isabella. No momento da conclusão do boletim, segundo ela, não havia mais dúvida de que o caso não se tratava de latrocínio (roubo seguido de morte) como apontava o casal, mas de homicídio.
A delegada disse também que outras versões para o crime continuaram a ser investigadas mesmo após a prisão de Alexandre e Anna Carolina. A delegada é a primeira testemunha a depor nesta terça-feira. Depois dela devem ser ouvidos ainda um médico-legista, testemunha comum à acusação e à defesa e, em seguida, deve ser ouvido o perito Luis Eduardo Carvalho, que veio da Bahia convocado pela Promotoria.
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