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quinta-feira, 25 de março de 2010

Júri do caso Isabella ouviu 7 testemunhas; juiz interroga casal Nardoni nesta quinta

25/03/2010 - 07h14
Júri do caso Isabella ouviu 7 testemunhas; juiz interroga casal Nardoni nesta quinta

da Folha Online

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá serão interrogados pela Justiça nesta quinta-feira, quarto dia do júri do casal, acusado de matar a menina Isabella, 5, há dois anos. Desde o início do julgamento, na última segunda (22), sete testemunhas prestaram depoimento. O júri ocorre no fórum de Santana (zona norte de São Paulo).



A expectativa é que o julgamento termine sexta-feira. Após o interrogatório dos réus, pode ocorrer a leitura de peças --se solicitado. Depois, será iniciada a fase de debates com a fala da acusação e da defesa --duas horas e meia para cada um. Em seguida, podem ocorrer réplica e tréplica.

O conselho de sentença, composto pelas sete pessoas sorteadas no primeiro dia do júri-- se reunirá após a fase de debates para votar os quesitos que determinarão se o casal é culpado ou não pela morte de Isabella, e o juiz lê a sentença em plenário.

Depoimentos

No primeiro dia, a Justiça ouviu Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella. Em depoimento, ela classificou Alexandre como um pai ausente e a madrasta como ciumenta.

Após o depoimento, Roberto Podval, advogado do casal Nardoni, pediu para que a mãe de Isabella não fosse liberada e ficasse retida à disposição da Justiça. A defesa do casal avalia uma acareação entre ela e o casal.

Nesta quarta, o juiz Maurício Fossen chegou a indeferir verbalmente o pedido da defesa de manter Ana Carolina à disposição do tribunal, mas recuou. Na ocasião, o promotor Francisco Cembranelli afirmou que a mãe de Isabella está debilitada e "extremamente deprimida".

Na terça (23), informações técnicas marcaram segundo dia do júri. Foram ouvidas três pessoas : a delegada Renata Helena Silva Pontes, o médico-legista Paulo Sérgio Tieppo Alves --ambos testemunhas comuns à defesa e à acusação--, e o perito Luís Eduardo Carvalho, que veio da Bahia convocado pela Promotoria.

A delegada deu informações sobre as investigações e disse que indiciou o casal por ter certeza da culpa do pai e da madrasta na morte de Isabella. O médico-legista reafirmou que a menina foi ferida na testa, arremessada contra o chão e jogada do sexto andar do prédio onde moravam os acusados. O perito Luís Eduardo Carvalho Dórea, convocado pela Promotoria, fechou os depoimentos.

Nesta quarta (24), o júri foi reiniciado com o depoimento da perita Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística. Testemunha comum à defesa e à acusação, ela foi ouvida das 10h25 às 17h, com uma pausa de aproximadamente uma hora para almoço.

À Justiça a perita afirmou que testes apontam que Nardoni jogou a filha do sexto andar do edifício London, onde morava com Anna Jatobá, madrasta de Isabella.

Depois da perita foram ouvidas duas testemunhas convocadas pela defesa. As demais foram dispensadas. Inicialmente, os advogados do casal convocaram 17 pessoas --sete já haviam sido dispensadas no início do julgamento.

ANDRÉ MONTEIRO e FERNANDA PEREIRA NEVES, da Folha Online. Colaborou LÍVIA MARRA, editora de Cotidiano da Folha Online

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